sábado, 21 de novembro de 2009

My Sister´s Keeper

Dias intensos, estes que passaram. De um lado para o outro, sempre a correr, o tempo voava. E parecia que apenas conseguia empenhar o meu tempo em coisas relacionadas com a escola. Para minha sorte, parece estar tudo agora a acalmar. Sobra-me tempo para aspectos mais importantes. E para me divertir um bocadito, diga-se. Também preciso.

Dito isto, esta noite vou tirar um tempinho para mim. Cinema vem sempre à cabeça quando penso numa boa forma de passar um bom bocado, e quando a companhia é agradável, as coisas ficam ainda mais fáceis. O filme de hoje, Para a minha irmã, ou em inglês, My sister´s Keeper. Já li boas críticas, e já me estou a imaginar a passar uma vergonha quando as pessoas olharem para mim e virem olhos vermelhos e inchados. Vai ser interessante. Também vai haver direito a um jantarito na Romanza, só o melhor restaurante de Arcos de Valdevez. Aquele pão de alho...

E aproveito, já agora, para agradecer ao prestável individuo que teve o cuidado de entregar o meu perdido cartão de cidadão no registo do Porto. Festivais de Verão são o melhor sítio para se perder documentos importantes, tirando ainda o facto de eu ser a Rita e perder tudo aquilo que realmente não deveria. Um grande obrigada.


domingo, 6 de setembro de 2009

Junho. Julho. Agosto. Escola.

Bem, chegou a altura de fazer um apanhado daquilo que foram as últimas semanas. É interessante como aguardamos um ano inteiro pela tão famosas férias de Verão, e quando damos por ela, já passaram e nem percebemos como. Este ano foi totalmente diferente de todos os Verões que já passei. Vivi novas experiências, assumi nova responsabilidades, conheci novas pessoas. E tudo em tão pouco tempo! Foi um Verão recheado de música e tive a oportunidade de conhecer novos lugares.
O Marés Vivas 09 foi o ponto do alto destes meses e garanto que estarei lá no ano que vem. O ambiente era maravilhoso, as bandas ainda melhor e a companhia só facilitou tudo. Amei cada segundo e só lamento que tenha durado apenas três dias. De qualquer maneira, foram os melhores três dias de todo o sempre.
Julho ficou também marcado pelas minhas dezassete primaveras. Os anos passam, e nós passamos com eles. É inacreditável pensar que ainda ontem estava a aprender a andar. Sinto-me velha. Este foi, no entanto, um dos meus melhores aniversários. As pessoas e o local certo e as coisas tornam-se sempre muito mais agradáveis. E para tornar o dia 23 de Julho totalmente perfeito, tive o melhor presente de sempre: um bilhete para o concerto dos Muse. Estava eu pronta a pagar o meu próprio bilhete, com as notas dobradinhas para não perder nem uma e descubro que não vou ter que abrir os cordões à bolsa. Fiquei surpreendentemente feliz.
Os exames nacionais também tiveram o seu papel, se bem que mais negativo. Andei bastante preocupada durante algum tempo, mas não foi suficiente para me arruinar os restantes dias.
Agosto, esse, foi mais calmo, não deixando, no entanto, de ser igualmente fantástico. Algumas saídas à noite deram outro sabor às férias, enquanto assumia a responsabilidade de me tornar madrinha. Uma semaninha na Póvoa a aproveitar os últimos momentos fizeram com que tudo ficasse ainda melhor.
Não me posso queixar. Tirando algumas coisas que devia ter feito este Verão, sei que aproveitei ao máximo estes últimos tempos. Vou ter saudades daquilo que vivi.
Agora, é esperar que este ano lectivo me traga outra mão cheia de boas surpresas.

E outra coisa. Nós, os arcuenses, não somos tão "bimbos" como a querida novela faz parecer. Quem conhece, sabe. E eu sei.

FarmVille.


O novo vício.
Aulas à porta.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009


10 dias. Apenas dez dias.

The Resistance está disponível na Europa a 14 de Setembro de 2009.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

16 de Julho

Estou irremediavelmente feliz. Não há nada que me faça ficar aborrecida depois de este tempo tão bem passado.
O Marés Vivas 09 foi muito melhor daquilo que eu esperava. Sabia que ia ser uma experiência a não esquecer, mas as espectativas foram totalmente superadas e acabei por passar os melhores momentos da minha vida. Não usando hipérboles.
Partimos dos Arcos às 8.30h do dia 16 de Julho. Seguimos até ao Porto, onde apanhamos o autocarro até ao Parque de Campismo Orbitur, com a sua espectacular piscina de 2.40m de profundidade. Feito o check-in e montadas as tendas, era altura de irmos, finalmente, para o recinto do festival. Foi o cabo dos trabalhos para descobrir o caminho.






Com a ajuda de pessoas bastantes úteis e assustadoras, diga-se de passagem, acabámos por descobrir que era preciso apanhar o autocarro 906 até Coimbrões e, depois, 0 903, que nos levaria até uma paragem de autocarro perto do Continente que ficava perto do Arrábida Shopping. A partir daí, fazíamos o caminho à la pate.


Chegados à entrada, a confusão estava instalada. Tenho a impressão de que nunca tive de agurdar em tantas filas na minha vida como nestes três dias. Filas em Orbitur, filas para os autocarros, para tomar banho, até para comer uma simples fatia de pizza que mal chegava para encher um quarto do estômago. Para entrar no recinto, a situação foi a mesma. Acabámos por desistir de estar em pé e decidimos jogar às cartas no meio do chão. UNO e ficámos completamente entretidos. Por fim, lá chegou a nossa vez de ser revistados pelos senhores polícias que não deixavam entrar tampas de garrafas no recinto e assim, entrámos.





A partir daí, foi só aguardar em mais filas, para a pulseirinha azul, para o primeiro espectáculo musical dessa noite: Lamb, mas não antes sem irmos experimentar as fatias de pizza do pizza hut. Arranjado lugar nas mesas, lá fui eu com o meu copo de Coca-Cola e a respectiva fatia. Como seria de esperar, a minha clara falta de equilíbrio achou que já era altura de se manifestar e, ao sentar-me, consegui, não faço ideia como, entornar a bebida por cima de mim e da pizza. O que foi realmente muito bom. Fiquei toda molhadinha, e com uma fatia de pizza a saber a Cola. Mesmo à Rita.


Depois, como eu gostava de assistir tudo da primeira fila, foi necessário um corridinha para chegar lá à frente. O engraçado é que não fomos os únicos a ter essa ideia maravilhosa, e acabámos por parecer formigas a correr pelo mesmo açucar. Felizmente, energia era o que não nos faltava e conseguimos lugar na segunda fila, que não estava muito mau. Estava muito frio, mas não deixou de ser agradável. Seguiu-se Primal Scream, que nos despertou depois da calma de Lamb. A partir daí, foi gritar e saltar até não aguentar mais. Então, para completar a noite, a banda que eu mais aguardava para esse dia: Kaiser Chiefs. Aí, instalou-se a loucura. E não estou a exagerar.Fui apanhada numa moche que quase me abafava e tive que recuar mais para trás para não morrer esmagada. Consequência: não vi os meus meninos da maneira que gostava. Mas vá, ter ouvido a "Oh My God" ao vivo foi suficiente para ficar radiante.
Foi tempo, então, de voltarmos para as nossas humildes tendas, o que constituiu o cabo dos trabalhos. Eram muitas pessoas a querer, também, voltar para as suas respectivas casas, e foi difícil arranjar lugar no autocarro para nós os cinco. Mas, por fim, lá conseguimos.

E foi só o primeiro dia.

Ainda há mais, muito mais, mas só para outra sessão.


domingo, 28 de junho de 2009

Senhor G

Esta última noite foi passada de uma forma diferente da habitual. A professora Ilda, uma das minhas vizinhas, precisava de alguém que tomasse conta do seu pai por uma noite. Eu lá me ofereci, visto que não tinha nada para fazer nessa noite e porque, na realidade, não me custava nada.
Descobri que o Senhor G, como eu decidi chamar-lhe, é muito mais divertido daquilo que aparenta. Pude constatar, na minha cama, das várias vezes que o ouvi levantar-se a meio da noite, que tem vários hábitos, pequena coisas que faz sempre que se levanta e sempre que volta a deitar-se.
Sei que o senhor G está acordado quando tosse três vezes. Percebi isso na quinta vez que ele me tirou do sono. Senta-se na cama, e puxa, com muito cuidado, os lençois para trás, com uma perfeição quase exagerada. De seguida, coloca as pernas no chão, mas não se levanta sem antes verificar se os seus três lenços e porta-moedas continuam por baixo da almofada azul clara. Feita a verficação, calça os chinelos e levanta-se, muito devagar, para tentar, suponho eu, não me acordar. Não teve grande sucesso com essas tentativas.
Depois de fazer aquilo que o fez sair da cama, regressa, sempre com muito cuidado para não fazer o mínimo brulho. Põe, novamente, os lençois de forma a parecer que a cama acabou de ser feita. Então, depois de concluir esta tarefa, coloca, de novo, todo o material que cobre o móvel para trás, destruindo o trabalho que acabar de fazer. Senta-se, tira os chinelos, mas não se deita sem verificar, mais uma vez, se os seus pertences continuam por baixo da almofada. Não vá alguém roubá-lo. Por fim, estende-se na sua cama, cobrindo-se e olhando uma última vez para o quarto antes de se deixar cair no sono. Reparei também que diz um Pai Nosso sempre que se deita.
E adormece.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Muse

É oficial. Já tenho o bilhete, portanto sou uma pessoa feliz.

Novembro, chega rápido.